EPITÁFIO A tétrica métrica do meu poema morto me afeta, me inquieta. Escavo e desenterro medos, Sinto fantasmas inundando ares conspirando contra mim. Sigo essa trilha onde velo sonhos e tento encontrar meu epitáfio prossigo nessa mórbida investida que culmina quando encontro manuscrito Aqui Jaz Sira
Vê lá o que eu sonho: Velazquez Vê lá As meninas Vê-las é me ver te vendo Eu cheia de ti, moldura Tu dentro de mim, a tela Anã, bispo, cachorro Menino, pintor, espelho Vê lá quem somos De que lado? Por onde vejo? Me vejo? Por fora sou eu Por dentro és tu És tu quem me vês Sou eu refletida Sou eu a menina? És tu o pintor. Vê lá! Jassira Castro
Intervalo amoroso O que fazer entre um orgasmo e outro, quando se abre um intervalo sem teu corpo? Onde estou, quando não estou no teu gozo incluído? Sou todo exílio? Que imperfeita forma de ser é essa quando de ti sou apartado? Que neutra forma toco quando não toco teus seios, coxas e não recolho o sopro da vida de tua boca? O que fazer entre um poema e outro olhando a cama, a folha fria? Affonso Romano de Sant’Anna
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